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10.1.07

Quem somos nós?

“Basta ser sincero e desejar profundo. Você será capaz de sacudir o mundo...”
Tenho ouvido muito falar de uma nova espécie de crença que dizem ser baseada em estudos científicos.
Que o ser humano pode viver como quer. Ou seja, que ele pode transformar seus desejos em realidade “educando” seu cérebro para tal.
Mas essas pessoas se esquecem que nós vivemos numa caverna onde nossos desejos são afetados diretamente pelos desejos de outras pessoas.
“Eu desejo, eu preciso, eu insisto. Uma parte de mim avança, outra recua. Uma parte de mim é livre, outra retraída. Eu sou dois, até mais... Eu sou feito de caminhos.”
E se eu desejar o amor de uma mulher?
Eu posso condicionar meu cérebro a amá-la, mas não posso condicionar o cérebro dela para esse amor ser recíproco...
E se eu desejar ser um músico de sucesso?
Eu não posso condicionar o mercado a aceitar e investir no meu trabalho. Não posso condicionar as pessoas a ouvirem minha música todos os dias...
Posso sim, trabalhar para que isso venha a acontecer. Mas por mais que eu seja bom, só isso não é garantia de reconhecimento, visto ser um dos segmentos mais concorridos e menos justos.
Não vivemos sozinhos.
Podemos tentar flutuar num mundo de ilusões, mas é fato que o mundo pode ser cruel e toda ação tem uma conseqüência que não depende de nossos desejos.
Não basta simplesmente querer... Infelizmente.
Na minha mente vejo a realidade como quero, mas meu corpo não a sente e não desfruta desse prazer...

4 Comentários:

  • Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    Por Blogger Fina Endor, às 2:58 PM  

  • Este filme "What the bleep do we know?" (Quem somos nós?) inicia uma nova onda de cinema auto-ajuda (de péssimo gosto, só filme bomba). Escrevi sobre isso há pouco tempo no meu blog.

    Acho que vc captou bem o espírito da coisa. Repetir esse discursinho "místico-quântico" (que Heisenberg perdoe esses hereges) é completamente sem sentido.

    Gostei do blog. Voltarei mais.

    beijo,
    Renata.

    Por Blogger Fina Endor, às 3:07 PM  

  • É isso aí, Primo!
    Fazendo uma visitinha. Qto ao seu texto, penso o seguinte: nunca persiga, busque ATRAIR o que quer.
    Pode ter certeza que o que vc quer, vem.

    Bjão, Jô

    Por Anonymous Anônimo, às 4:15 PM  

  • Oi, Matt!
    Stefan Klein, baseado em suas próprias pesquisas e nas de outros neurocientistas como Antonio Damasio e Vilayanur Ramachandran tenta compreender o que é esse "graal" chamado FELICIDADE.
    Em suas recentes descobertas, Klein descobriu que felicidade é algo que pode ser "treinada" por se tratar, segundo ele, da simples produção e liberação de hormônios no cérebro.
    Porém, mesmo colocando a felicidade como produto biológico, Klein admite que as influências culturais e as circunstâncias cotidianas fazem parte importante desse processo.
    Eu nunca li e nem quero ler nenhum livro de auto-ajuda por entender que não existam fórmulas mágicas para desenhar uma vida feliz para ninguém e concordo com sua opinião. Mas os textos neurocientíficos me fazem parar e refletir sobre o que seja realmente a FELICIDADE e têm me feito mudar alguns conceitos sobre ela.
    Para a poetisa Katherine Mansfield, felicidade é como se vc de repente engolisse um pedacinho de sol ao entardecer. Já para um monge zen, felicidade é esquecer-se de si mesmo até que a mente mergulhe completamente no vazio. Já pra mim...bom, vou continuar com a neurociência...rsrsrsrssr
    Beijo!
    Lau

    Por Anonymous Anônimo, às 4:16 PM  

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